terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Saiba mais sobre a Artrose no Quadril


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A artrose de quadril, também conhecida como coxartrose, osteoartrose de quadril ou artrose coxofemoral, nada mais é do que uma doença articular crônica, inflamatória e degenerativa, caracterizada pelo desgaste progressivo da cartilagem articular (cartilagem hialina) e posterior exposição e lesão do osso subcondral (osso localizado abaixo da cartilagem) da articulação do quadril. O desgaste da cartilagem leva ao atrito direto sobre o osso subcondral e ao longo da progressão da doença, por ser muito inervado, este passa a ser uma importante fonte de dor.

Os sintomas mais comuns da artrose do quadril incluem:

  • Dor no quadril, que piora ao andar, ficar sentado por muito tempo ou ao deitar de lado sobre a articulação afetada;
  • Andar mancando, precisando de bengala para apoiar melhor o peso do corpo;
  • Sensação de dormência ou formigamento nas pernas;
  • A dor pode ir do quadril até o joelho na parte interna da perna;
  • Dor em queimação na batata da perna;
  • Dificuldade para movimentar a perna pela manhã;
  • Sensação de areia ao mexer a articulação.
  • Dificuldade de cortar as unhas dos pés, calçar meias, amarrar o sapato ou levantar da cadeira, cama ou sofá que sejam mais baixos.

Existem duas formas básicas de alterações: a artrose primária (ou idiopática) e a artrose secundária. Esses dois tipos são determinados de acordo com os fatores responsáveis pela causa da doença.

A artrose primária ocorre em cerca de 48% dos casos e é aquela em que, geralmente, não se é possível identificar a causa precisa do desgaste articular. São os casos em que apesar de uma avaliação bem detalhada e de uma boa análise clínica do paciente e dos exames de imagem, o fator causador da doença não pode ser claramente determinado. Até o momento, sabe-se que alguns fatores como predisposição genética, estilo de vida com intensa sobrecarga (atividades repetitivas de impacto nas articulações, a grande mobilidade da articulação do quadril e atividade física intensa) e desequilíbrios musculares podem estar relacionados à artrose primária.

Já a artrose secundária é responsável por cerca de 52% dos casos de desgaste da articulação do quadril e é basicamente definida por casos em que a degeneração foi provocada por defeitos congênitos ou adquiridos. Nesse contexto, dentre as causas mais comuns estão doenças da infância como displasia do desenvolvimento do quadril (alteração da forma do acetábulo- cavidade na qual a cabeça do fêmur se encaixa) e síndrome de Legg-Calvé-Perthes ou doença de Perthes (degeneração da cabeça do fêmur por falta de irrigação sanguínea); impacto femoroacetabular, processos inflamatórios ou infecciosos no quadril; distúrbios metabólicos e hormonais e também a obesidade.

Em particular, os distúrbios metabólicos e hormonais apresentam relação importante com o aparecimento de artrose, sobretudo nas mulheres. Isso ocorre normalmente na pós-menopausa, porque alguns hormônios, principalmente o estrogênio, tem impacto direto no metabolismo ósseo das mulheres.

Esta doença é causada pelo desgaste da articulação do quadril, geralmente em pessoas geneticamente predispostas, que acontece com a idade avançada, mas a artrose de quadril também pode surgir em jovens, devido a traumatismos locais causado por esportes, como corrida e levantamento de peso, por exemplo.

As principais formas de tratamento são:

1. Mudanças de hábitos 

Algumas mudanças que podem ser úteis para alívio da dor e da piora do quadro são, diminuir a frequência ou intensidade da atividade física que está causando a artrose, reduzir o peso e usar uma bengala, apoiando-a sempre na mão oposta ao lado da dor para diminuir a sobrecarga no quadril. 

2. Remédios

Medicamentos analgésicos, prescritos pelo médico como dipirona ou paracetamol, podem ser usados até 4 vezes ao dia, para aliviar os sintomas. Quando os sintomas são muito intensos, pode ser feito o uso de analgésicos mais potentes, como tramadol, codeína e morfina, além de injeção de corticóides diretamente no quadril. 

Os anti-inflamatórios, como diclofenaco e cetoprofeno, ou corticóides, como a prednisona são indicados somente em períodos de piora dos sintomas, e não devem ser tomados de rotina, devido ao risco de causar lesão renal e úlcera no estômago.

Ainda é possível utilizar suplementos como colágeno hidrolisado, glicosamina ou condroitina, que atuam para ajudar a renovar a cartilagem e melhorar a artrose em algumas pessoas.

3. Fisioterapia

O tratamento fisioterapêutico pode ser feito com o uso de aparelhos que aliviam a dor, uso de bolsas térmicas, massagens, tração manual e exercícios, para melhorar a amplitude, lubrificação e função da articulação, devendo ser feita diariamente ou, pelo menos, 3 vezes por semana.

4. Exercícios

Os exercícios, como hidroginástica, Pilates, bicicleta ou outros exercícios que não piorem a dor são importantes para fortalecer a musculatura e proteger as articulações do corpo. Assim, é recomendado fortalecer os músculos da coxa, e fazer alongamentos, exercícios funcionais.

Os exercícios podem ser iniciados com faixas elásticas, mas é importante ir aumentando o grau de dificuldade usando pesinhos que podem chegar até 5kg em cada perna.

5. Cirurgia 

A cirurgia para artrose deve ser feita quando os outros tratamentos não são suficientes para controlar a dor. Consiste em retirar a cartilagem danificada parcialmente ou completamente, e, em alguns casos, é necessária sua substituição por uma prótese de quadril.

Após o procedimento, é necessário realizar repouso cerca de 10 dias, o que varia de acordo com a necessidade de cada pessoa. Nos casos em que é feita a colocação de prótese no quadril, a recuperação é mais demorada, sendo necessário persistir com a realização de fisioterapia por cerca de 1 ano ou mais, para que os movimentos sejam recuperados da melhor forma.


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