Osteoartrose é hereditária e pode ser prevenida









Estudos publicados pela University of North Carolina, nos Estados Unidos, comprovam que há um componente genético na osteoartrose.

Por isso, é fundamental estar atento à história familiar do problema para prevenir podendo minimizar ou retardar a sua evolução. "Hoje em dia, existem produtos que modificam a estrutura da cartilagem denominados condoprotetores, que são capazes de prevenir, estabilizar e reparar o dano.

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Fazer exercícios também é essencial. Há métodos de fisioterapia e Terapia Ocupacional que melhoram a função articular. Muitas vezes é mais importante fazer exercícios orientados do que tomar remédio. Exercícios para fortalecimento da musculatura da coxa minimizam o dano causado pela artrose no joelho, por exemplo".

Emagrecer, parar de fumar e mudar o estilo de vida também são atitudes importantes.

Conhecida como artrose (bico de papagaio), é uma doença degenerativa das articulações do corpo e atinge cerca de 70% da população mundial com mais de 70 anos. Porém, ela inicia ao redor dos 20 anos.

A artrose afeta principalmente, coluna cervical e lombar, joelhos, quadris e articulações das mãos, principalmente dos dedos. Ela começa com um leve desconforto ao redor das articulações e cansaço. Posteriormente, aparece dor e, mais tarde, deformidades que podem chegar a limitar a função articular, prejudicando a qualidade de vida.

Segundo Goldenberg, estudos recentes realizados pelo Lund University Hospital, na Suécia, também demonstram que a osteoartrose das mãos está associada com o aumento de freqüência da osteoartrite de joelhos, particularmente em pacientes submetidos à cirurgia de menisco.

É importante estar atento a alguns sinais que podem indicar problemas devido a osteoartrose, tais como:


  • engrossamento e nodulação nas articulações;


  • dores nos joelhos ao subir escadas;


  • dores na virilha;


  • dores nas costas.


  • Se houver algum desses indícios, ou mesmo algum caso na família, é bom atuar sobre a doença com os exercícios orientados, ou mesmo com o uso de medicação, para que ela não cause ou reduza problemas tais como, a incapacidade.

    Terapia Ocupacional ajuda na recuperação


    Uma das formas eficazes de tratamento é a terapia ocupacional, conhecida como TO. Ela tem como objetivo diminuir a dor e orientar o paciente na proteção articular. A terapeuta Adriana Nathaly Klein, da Clínica Reumatológica Goldenberg, afirma que a terapia pode ser fundamental para que o paciente volte à rotina normal.

    "A fisioterapia tem por objetivo reabilitar determinadas partes do corpo, como fazer com que o braço de alguém que teve derrame (Acidente Vascular Cerebral) volte a ter movimentos. Já a terapia ocupacional é um complemento à fisioterapia e serve para reabilitar a função da articulação. Ela faz com que aquele paciente que teve derrame consiga, além de mexer o braço, pentear o seu cabelo, por exemplo", explica a especialista.

    Para o tratamento da artrose, a TO pode ser bastante útil. "Fazemos exercícios variados para cada articulação das mãos, prevenindo as deformidades causadas pela doença e orientando para a proteção articular. A TO fortifica o músculo, não sobrecarregando a articulação e, conseqüentemente, diminuindo a dor", afirma.

    Adriana ainda alerta para os exercícios feitos sem orientação do especialista. "Muita gente chega na clínica apertando aquelas bolinhas de silicone. Elas poderão prejudicar os pacientes portadores das doenças reumatológicas, promovendo o desequilíbrio muscular e a deformidade", disse.

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