Tratamento Cirúrgico da Artrose do Joelho







A primeira opção de tratamento para a artrose do joelho é sempre o tratamento conservador (não-cirúrgico). Entretanto, se este tratamento não é eficaz no alívio da dor e na melhora da função, uma cirurgia pode ser recomendada. Aproximadamente, um em cada quatro portadores de artrose do joelho será submetido a uma cirurgia. A escolha do tratamento deve ser decidida entre o paciente e o médico.

A proposta do tratamento cirúrgico para artrose do joelho é reduzir a dor, melhorar a função e melhorar os sintomas em geral. A satisfação do paciente é o principal objetivo no tratamento da artrose do joelho. As opções de cirurgias são a artroscopia, a osteotomia e a artroplastia.

Artroscopia



Artroscopia é um procedimento cirúrgico que utiliza pequenas incisões e instrumentos apropriados. Uma fina óptica, chamada de artroscópio, é inserida dentro do espaço articular, que é insuflado e irrigado com líquidos (normalmente soro fisiológico) para se ver claramente os componentes da articulação. Isto permite que o cirurgião possa olhar diretamente as superfícies ósseas e determinar quanto avançada está a artrose.

Usando instrumentos artroscópicos miniaturizados, o cirurgião pode remover cartilagens danificadas, remover partículas soltas (corpos livres), e limpar a articulação (lavagem ou irrigação). Se outros problemas forem descobertos, como um menisco rompido, o cirurgião pode corrigi-los durante a mesma cirurgia.

A artroscopia pode ser útil se a dor articular resultar de uma cartilagem ou menisco rompido, ou se corpos livres estão causando problemas na mobilidade articular.

Em pessoas com menos de 55 anos, a cirurgia artroscópica pode ajudar a retardar a necessidade de uma cirurgia maior, como uma prótese total do joelho (reconstrução articular).

A artroscopia não é a melhor opção para todos os pacientes. Apesar das pequenas incisões e pouca dor após a cirurgia, pode levar semanas para que a articulação se recupere completamente. Após, deve ser prescrito um programa de reabilitação para se atingir e manter a melhor função articular possível.

Osteotomia

Uma osteotomia pode ser recomendada se a cartilagem danificada no joelho está afetada em apenas uma parte (compartimento) do joelho. O compartimento interno (medial) é o mais comumente acometido, mas o compartimento lateral também pode ser afetado. Isto depende do alinhamento do joelho. Pessoas que têm um desvio dos membros inferiores (coxas e pernas) podem ter um desgaste assimétrico da cartilagem dos joelhos. Aqueles que têm os joelhos afastados enquanto os tornozelos estão encostados (geno varo – cambotas) têm um desgaste do compartimento medial (face interna dos joelhos) pelo fato deste compartimento receber maiores cargas durante o apoio no solo. Enquanto que aqueles que têm os joelhos encostados e os tornozelos afastados (geno valgo) têm maiores chances de ter um desgaste do compartimento lateral.

A osteotomia significa um corte no osso, para que o cirurgião possa reposicionar o alinhamento do joelho para deslocar a região de apoio do peso corporal do compartimento onde a cartilagem está afetada para o compartimento onde a cartilagem está mais saudável.

Uma osteotomia pode restaurar a função articular e diminuir a dor da artrose. Ela pode até estimular um crescimento de fibrocartilagem. Apesar disso, os resultados podem deteriorar em longo prazo. Muitas pessoas que se submeteram a uma osteotomia irão eventualmente necessitar uma reconstrução articular (prótese = artroplastia).

Artroplastia

Uma artroplastia é um procedimento de troca da articulação por peças de metal e plásticas (prótese). Se a dor é importante e a limitação da função é significativa, o médico pode recomendar que as extremidades ósseas da articulação sejam trocadas por uma articulação artificial.

Se a articulação tem uma artrose localizada em um compartimento, e o desvio do eixo da perna não é significativo, o cirurgião pode recomendar uma artroplastia unicompartimental. Se o joelho é afetado em pelo menos dois compartimentos (existem três: o compartimento medial e o lateral e ainda o compartimento femoropatelar – parte frontal do joelho), uma artroplastia total do joelho é a mais recomendada. As partes da prótese são feitas de metais cromo-cobalto ou titânio, e plástico resistente ao desgaste (polyethyleno).

Os resultados da artroplastia total do joelho são geralmente excelentes. Os pacientes experimentam alívio das dores e melhora da função física. A reabilitação completa pode levar de três a seis meses. Além disso, a prótese pode eventualmente soltar (pois é presa ao osso através de uma cola especial) ou gastar necessitando uma segunda cirurgia. Entretanto, após 10 anos da cirurgia, a taxa de sucesso da maioria das próteses, hoje em dia, é de aproximadamente 90%.

O ortopedista deve discutir com o paciente a respeito do tipo de prótese, riscos e complicações e protocolo de reabilitação antes do paciente tomar a decisão pela cirurgia.

Atenção: Este artigo é apenas para propósito educacional e não tem a intenção de apresentar o único, nem o melhor, método ou procedimento para as situações médicas discutidas.

Fonte: American Academy of Orthopaedic Surgeons

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