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sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

A Osteoartrose Femuropatelar

A cada dia mais pessoas procuram os consultórios de especialistas, para tentarem esclarecer queixas de dores em joelhos, que se iniciaram sem uma causa aparente. Referem serem as mesmas contínuas, piorando com movimentos de subir e descer escadas ou, quando se agacham para pegar algum objeto. Na quase totalidade das vezes, são indivíduos jovens ou de meia idade e referem ser freqüentadores de academias. Possuem eles algumas vezes, um ponto em comum, que é o fato de estarem aumentando a carga de exercícios para perna em exercícios tipo semi agachamento (burpee), agachamento completo, leg press ou mesmo hack squat (prensa inclinada).

Para podermos entender estas queixas devemos ter em mente, que quando do movimento de flexão máxima dos joelhos (90 graus), a manutenção deste eixo de movimentação e, da estabilidade desta articulação, é fruto não somente da integridade ligamentar, como também, da musculatura da coxa. Quando do movimento de extensão após a flexão (elevar-se após agachamento), o eixo de movimentação e a estabilidade desta articulação dependem, entre outras coisas, do eixo de escorregamento da patela.

A patela, também chamada de rótula, é um dos ossos que compõem a articulação do joelho, participando ativamente, dos movimentos de flexão e, principalmente, extensão desta articulação. Ela se insere na parte anterior do joelho e, por sua superfície passam os tendões do músculo quadríceps (principal músculo extensor) antes de se inserir na tuberosidade anterior da tíbia.

É a patela que evita o atrito entre a musculatura do joelho quando do movimento de extensão da perna após a flexão, atuando também, no aumento de eficácia desta musculatura (quadríceps). Possue a patela em sua superfície interna uma cartilagem denominada de "Cartilagem patelo-femural". Quando o joelho encontra-se em sua flexão máxima, no movimento de retorno à extensão (elevação após agachamento), forças vetoriais agem internamente no joelho, de forma que uma alavanca é exercida em sua parte interna facilitando, este movimento.

Para que este movimento ocorra de forma harmônica, deverá a patela escorregar através de um sulco situado entre os dois côndilos do fêmur, denominado sulcu patelar ou incisura intercondiliana (troclear).

Em determinadas pessoas ou atletas, devido a uma má formação congênita ou hipertrofia de determinado grupo muscular da coxa, a patela pode escorregar lateralmente (internamente ou externamente) durante este movimento, fazendo com que ocorra um atrito entre a cartilagem patelar e cartilagem interna da tróclea do fêmur. A repetição de tal fato, poderá acarretar uma lesão que, se persistente, evoluirá para um processo degradativo articular (OSTEARTROSE FEMURO-PATELAR). Estes são os casos sub-luxação ou luxação patelar.

Tal alteração pode ocorrer em qualquer grau de flexão do joelho, podendo o diagnóstico da mesma, ser confirmado radiológicamente por um RX simples axial de patela á 30 graus, 45 graus e 60 graus de flexão.

Em academias de ginástica, exercícios de agachamento completo, semia agachamento (burpee), leg extension, leg press, prensa inclinada ou outros que impliquem em flexo-extensão máxima dos joelhos, podem desencadear ou agravar a sintomatologia decorrente desta alteração (luxação femuro-patelar).

Uma vez instalada esta patologia, o uso de exercícios corretivos, antiinflamatórios e SUBSTÂNCIAS CONDROPROTETORAS poderá auxiliar tanto na prevenção, quanto no tratamento.

Fonte

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Esportes de alto impacto podem causar osteoartrite de joelho


O futebol é um dos esportes prejudiciais às articulações, diz estudo Foto: Toru Yamanaka/AFP 18-12-2011


Atletas masculinos que praticam esporte de alto impacto, como futebol, handebol e rugby, correm mais risco de sofrer de osteoartrite de joelho e quadril que o grupo que se exercita pouco. É o que diz um estudo sueco publicado no American Journal of Sports Medicine.

No estudo, os praticantes de futebol e handebol apresentaram o dobro de risco para problemas articulares. E os jogadores de hóquei têm o triplo de chance. A osteoartrite acontece quando a cartilagem que amortece as articulações se desgasta muito. Esta alteração leva os ossos a entrarem em contato direto, causando inflamação, e dor, impedindo movimentos.

- A osteoartrite de quadril e joelho nos atletas de elite masculinos é mais comum do que se pensava - disse Magnus Tveit, da Universidade de Lund, na Suécia, e um dos autores.

A pesquisa envolveu mais de 700 ex-atletas suecos, entre 50 e 93 anos, que haviam praticado esportes profissionalmente, incluindo integrantes de delegações de Jogos Olímpicos; e quase 1.400 homens da mesma idade, pouco ativos ou sedentários. No grupo de atletas, foram selecionados ex praticantes de atividades físicas de alto impacto e de baixo impacto, como atletismo, natação e ciclismo.

Segundo os autores, o risco de sofrer de artrite de quadril ou joelho foi 85% maior nos atletas de elite. Entre os esportistas que foram submetidos a uma cirurgia articular, o perigo dobrava. E no grupo que fazia pouco ou nenhum exercício este índice era de 19%.

- O exercício regular é importante para a saúde e o bem-estar, mas certos tipos de atividades aumentam a chance de lesões - afirmou Joseph Buckwalter, especialista em osteoartrite e medicina desportiva da Universidade de Iowa que não participou do estudo.

Tveit acrescentou que um corredor de meia idade com sobrepeso que pensa correr em um nível intenso deve buscar melhores maneiras de se manter em forma. E recomenda esportes ou atividades de menor impacto, como caminhada, natação, ciclismo e ioga.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/saude/esportes-de-alto-impacto-podem-causar-osteoartrite-de-joelho-3480186#ixzz1h4HzEn3r
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domingo, 11 de dezembro de 2011

Degeneração progressiva causada pela artrose pode atingir a coluna

Além de causar sensação de atrito, dor e limitação de movimentos, a artrose é caracterizada pela degeneração progressiva da cartilagem e pode atingir todas as articulações, com destaque para quadril, joelhos, pés e coluna - articulações de carga, devido ao esforço a que são submetidas. Segundo especialistas, as pessoas que sofrem da condição devem ficar atentas às dores nas costas, pois a artrose na coluna pode ser incapacitante se não for tratada adequadamente.

"Quando a coluna é atingida, o importante é iniciar um bom tratamento para que o caso não se torne mais grave e incapacitante, levando o paciente a tratamentos mais agressivos", afirma o fisioterapeuta Helder Montenegro, do Instituto de Tratamento da Coluna Vertebral.

As mulheres, especialmente após a menopausa, e homens na meia idade são os mais suscetíveis à condição - e devem estar mais atentos -, embora a artrose possa surgir em qualquer fase da vida. "Além do fator genético, a doença pode surgir devido a um trauma ou processo inflamatório crônico", explica o especialista.

Como 85% da população vai viver ao menos um episódio de dor nas costas ao longo da vida, segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde, o fisioterapeuta destaca que as pessoas precisam rever alguns hábitos e buscar fortalecer os músculos posturais, responsáveis por dar sustentação à coluna, visando a prevenção de processos inflamatórios característicos da artrose.

O primeiro passo para colocar a coluna em ordem, segundo o especialista, é fazer uma boa avaliação, identificando as causas da dor. São feitos testes ortopédicos e fisioterapêuticos específicos, de mobilidade, de força, de alongamento muscular e do sistema nervoso para saber qual é a situação clínica do paciente. Com o quadro definido, o tratamento é iniciado, incluindo o uso a fisioterapia, exercícios de musculação e caminhada.

Fonte: Flöter&Schauff Assessoria de Comunicação. Press release. 23 de março de 2010.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Tratamento de Artrite Reumatóide

A AR geralmente requer um tratamento ao longo da vida toda, incluindo medicação, fisioterapia, exercício físico, medidas educativas e possivelmente cirurgia. Quando precoce, um tratamento agressivo para a AR pode retardar a destruição das articulações.

MEDICAMENTOS

Drogas antirreumáticas modificadoras de doença (DARMDs): Essas drogas são o padrão atual de cuidado da AR, além de repouso, exercícios de fortalecimento e drogas anti-inflamatórias.

  • O metotrexato é o DARMDs mais comumente usado para a artrite reumatoide. A leflunomide pode ser um substituto do metotrexato
  • Essas drogas podem ter efeitos colaterais graves, portanto, é necessário fazer exames de sangue frequentes durante o período de sua administração

Medicamentos anti-inflamatórios: Incluem a aspirina e anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), como o ibuprofeno.

  • Embora os AINEs funcionem bem, o uso a longo prazo pode causar problemas gástricos como úlceras e hemorragia e possíveis problemas do coração
  • O celecoxib é outra droga anti-inflamatória, mas tem fortes advertências com relação a doenças cardíacas e AVC. Converse com seu médico para saber se os inibidores de COX-2 são adequados para você

Medicamentos antimaláricos: Este grupo de medicamentos inclui a hidroxicloroquina e sulfasalazina e normalmente é utilizado juntamente com o metotrexato. Pode demorar semanas ou meses até que você observe os benefícios desses medicamentos.

Corticóides: Esses medicamentos funcionam muito bem para reduzir o edema e a inflamação das articulações. Devido a efeitos colaterais de longo prazo, os corticoides devem ser tomados somente por curtos períodos e em baixas doses, quando possível.

AGENTES BIOLÓGICOS:

As drogas biológicas foram desenvolvidas para afetar partes do sistema imunológico que têm um papel no processo da doença da artrite reumatoide.

Elas poderão ser receitadas quando outros medicamentos para a artrite reumatoide não funcionarem. Às vezes, o médico começa com as drogas biológicas antes, juntamente com outras drogas para a artrite reumatoide.

A maior parte delas são injetadas sob a pele (subcutâneas) ou em uma veia (intravenosas).

Existem diferentes tipos de agentes biológicos:

  • Os moduladores de glóbulos brancos incluem: abatacept e rituximab
  • Os inibidores do fator de necrose tumoral (TNF) incluem: adalimumabe, etanercepte, infliximab, golimumabe, e certolizumab
  • Inibidores de interleucina 6 (IL-6): tocilizumabe

Os agentes biológicos podem ser muito úteis no tratamento da artrite reumatoide.

Entretanto, as pessoas que tomam esses medicamentos devem ser observadas atentamente devido a graves fatores de risco:

  • Infecções por bactérias, vírus e fungos
  • Leucemia
  • Possivelmente psoríase

CIRURGIA

Algumas vezes, é necessário cirurgia para corrigir as articulações gravemente afetadas. As cirurgias podem aliviar a dor e as deformações das articulações.

O primeiro tratamento cirúrgico pode ser uma sinovectomia, que é a remoção da membrana sinovial (sinóvia).

Em algum momento, é necessário substituir totalmente a articulação. Em casos extremos, podem ser feitas substituições totais de joelho, quadris, tornozelos e ombros, entre outros. Essas cirurgias podem significar a diferença entre ser totalmente dependente dos outros e ter uma vida independente em casa.

FISIOTERAPIA

Exercícios de amplitude de movimento e programas de exercícios prescritos por um fisioterapeuta podem atrasar a perda de função da articulação.

Técnicas de proteção das articulações, tratamentos de frio e calor e dispositivos como férulas e órteses para ajudar a sustentar e alinhar as articulações podem ser muito úteis.

Às vezes, os fisioterapeutas usam máquinas especiais para aplicar calor profundo ou estimulação elétrica para reduzir a dor e aumentar a mobilidade da articulação.

Os terapeutas ocupacionais podem criar férulas para mãos e punhos e ensinar como proteger e usar melhor as articulações afetadas pela artrite. Eles também mostram aos pacientes como enfrentar melhor as tarefas diárias no trabalho e em casa, apesar das limitações causadas pela AR.

São recomendáveis períodos frequentes de repouso entre as atividades, além de 8 a 10 horas de sono por noite.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Tratamento para artrose

Existem diferentes tratamentos para a artrose, aqui nós os resumimos à título puramente indicativo, pois somente o seu médico poderá fazer o diganóstico exato e prescrever o tratamento adequado. 

- Tratamento físico (fisioterapia, osteopatia, ergoterapia...)

-
Tratamentos medicamentosos (tratamento da dor e reconstituição da cartilagem)

- Auxílio ortopédico (prótese)

- Operação (prótese)

Tratamentos medicamentosos em caso de artrose

Contra a dor:

- o paracetamol: para um adulto, a dosagem aconselhada é de 4 gr ao dia, em uso regular (o paracetamol age durante cerca de 4 horas, portanto, pode ser tomado por ex: às 8h, 12h, 16h,etc.). É contra-indicado em pessoas que sofrem de problemas hepáticos (fígado). O paracetamol não possui (ou possui pouco) efeito antiinflamatório, mas tem um forte poder analgésico e antipirético, portanto, no caso da artrose (doença não-inflamatória), é o tratamento principal.

a cortisona e os seus derivados: quando as dores são muito fortes e ocorre inflamação, o médico pode prescrever cortisona ou um de seus derivados. Injeções de cortisona são freqüentemente efetuadas, mas também é possível tomar comprimidos.

- os antiinflamatórios não-esteróidais (AINES) como o ácido acetilsalicílico, o ibuprofeno, o dexibuprofeno ou o diclofenac.
A serem utilizados em forma de comprimido, de emplastro (por exemplo, à base de diclofenac) ou de creme (por exemplo, à base de ibuprofeno).
As moléculas mencionadas acima não tratam a causa mas permitem aumentar a qualidade de vida dos pacientes, através da redução da dor (em particular em caso de crise ou surto de artrose), no entanto, tome cuidado com os efeitos secundários como dores gastrointestinais ou problemas renais, no caso da utilização em longo prazo (mais de 3 meses). 

Para reconstituir a cartilagem e tratar as dores:

- o *sulfato de condroitina (componente da cartilagem). 
Este medicamento parece especialmente eficaz contra a artrose dos dedos.

- a *glucosamina, ainda mais eficaz se combinada com o sulfato de condroitina. Deve ser tomada em forma de comprimido.

- o ácido hialurônico, um medicamento que aumenta a fluidez das articulações. Deve ser injetado na articulação.

* Um estudo realizado pela Universidade de Berne (Suíça) em setembro de 2010 concluiu que o sulfato de condroitina e a glucosamina seriam ineficazes e teriam a mesma efeito que um placebo ! O estudo recomenda que as autoridades de saúde (seguros de saúde, ...) não rembolsem estes produtos. [Criasaude.com.br: um site neutro e independente que informa de maneira objetiva].
No entanto, um novo estudo publicado na Suíça e Genebra, dessa vez em setembro de 2011, mostrou que o sulfato de condroitina é eficaz contra a artrose dos dedos. O estudo descobriu que o sulfato de condroitina reduz a dor e a rigidez matinal em pacientes que sofrem com artrose dos dedos.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

O que é uma rizartrose?



A osteoartrite (OA) é uma doença articular, com ocorrência bilateral na maioria dos casos, acometendo ambos os sexos, na idade adulta. Os sintomas incluem dor, aumento de volume e comprometimento da força e função articular. Rizartrose é o termo para OA acometendo a articulação trapeziometacarpiana. É mais freqüente no sexo feminino com sintomas relacionados com a execução de tarefas manuais de uso repetitivo do polegar com a preensão de força e pinça lateral

O polegar é considerado o mais especializado dos dedos, sendo responsável por cerca de 50% da função manual. Sua anatomia e biomecânica proporcionam habilidade de oponência aos outros dedos, favorecendo a execução de manipulações(3). O acometimento pela rizartrose afeta a capacidade de realizar tarefas comuns, como descascar legumes, manipular chaves e artesanato.

O tratamento da rizartrose inclui abordagem medicamentosa, técnicas de alívio dos sintomas, orientação sobre proteção articular e conservação de energia e a criação e treinamento para o uso de "splints" e adaptações. A adaptação inclui modificação de tarefas, do método de execução e/ou do ambiente onde são executadas, com objetivo de manter ou melhorar as habilidades funcionais do indivíduo com limitações.

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