Atuallização profissional para lidar com a artrose




Talvez a artrose seja uma das doenças mais tratadas dentro da fisioterapia. Cada dia surge, dentro da fisioterapia, novas formas de tratar sintomas, formas de prevenção e cuidados para a artrose.

Geralmente, o fisioterapeuta que trabalha com pessoas portadoras de artrose estão na área de Fisioterapia na Reumatologia, mas não é uma área exclusiva. Por não ser uma área exclusiva, é importante que fisioterapeutas que trabalhem com dores da coluna, restrições de movimentos em articulações e até estiramentos em diferentes partes do corpo estejam atualizados. Os Cds Universitários traz atualização com os Cds de Fisioterapia em várias especialidades.

São alguns fatores que favorecem o aparecimento de uma artrose:

- Fatores genéticos;

- Obesidade;

- Fraturas ou lesões nas articulações;

- Desgaste em movimentos repetitivos, comum na prática de esportes.

Os sintomas de uma artrose vão além de dores, rigidez e dificuldades para movimentação e inchaço. O fisioterapeuta irá orientar para que se evite o desenvolvimento de uma artrose, são alguns cuidados simples, como:

- Manter a postura correta;

- Não carregar muito peso;

- Evitar exercícios repetitivos;

- Beber bastante água;

- Manter alimentação equilibrada.

A atualização profissional do fisioterapeuta é muito importante para o tratamento dessa patologia.

Ácido hialurônico: um tratamento complementar para artrose do joelho

Ácido hialurônico: um tratamento complementar para artrose do joelho

Os efeitos do tratamento incluem redução da ativação de células inflamatórias, analgesia prolongada e estabilização da degradação da matriz cartilaginosa

Por Adriano LeonardiSão Paulo

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A doença cartilaginosa, tanto a traumática aguda, quanto a degenerativa, conhecida aqui no Brasil como artrose é uma doença de origem multifatorial que leva à degeneração da cartilagem articular, afetando todos os componentes da articulação. É um processo lento, progressivo e desabilitante, com alta prevalência na população adulta ativa, ligada a práticas esportivas. Estima-se que cerca de 40% dos indivíduos com mais de 65 anos sofrem de sintomas associados com artrose dos joelhos ou dos quadris. 

As principais opções de tratamento não cirúrgico incluem analgésicos, anti-inflamatórios não hormonais (AINH) corticosteroides orais, drogas modificadoras da doença destacando-se a glicosamina, a condroitina, extrato insaponificável de soja e de abacate e as injeções intra- articulares de corticosteroides e de ácido hialurônico (visco suplementação).

O que é o acido hialurônico?

O acido hialurônico é produzido naturalmente por células da membrana sinovial e, junto a outras moléculas, compõe o  "liquido sinovial ", responsável pela lubrificação e nutrição do tecido cartilaginoso.
A criação do acido hialurônico exógeno (sintético) para a infiltração articular começou nos anos 90. Inicialmente, acreditava-se que seu efeito seria puramente por mecanismo hidráulico. Ou seja, aumentando a superfície de contato cartilaginosa e assim reduzindo se a pressão articular.

euatleta coluna Adriano artrose joelho  (Foto: Getty Images)

Quais seus efeitos na articulação?

Os bons resultados iniciais encorajaram a comunidade científica a estudar melhor o efeito biológico dos produtos e pesquisas publicadas em revistas científicas médicas nos últimos cinco anos mostraram efeito surpreendentes quem incluem:
- Redução da ativação de células inflamatórias responsáveis pelo desencadeamento da cascata inflamatória que causa destruição articular da artrose. 
- Estímulo da produção do próprio  acido hialurônico (endógeno), com melhoria da viscosidade do líquido sinovial.
- Estabilização da degradação da matriz cartilaginosa.
- Estímulo da produção de células cartilaginosas e do colágeno tipo II.
- Ação direta e receptores de dor articular causando analgesia prolongada .

O resultado destes estudos levou a indústria farmacêutica a focar cada vez mais suas linhas de pesquisa na criação de produtos que pudessem melhorar esses efeitos e permanecerem mais tempo na articulação. Recentemente, produtos com concentração aumentada por cm3 e alguns contendo produtos como o manitol .

euatleta corredor na cidade (Foto: Getty Images)
Quem deve ser submetido à visco-suplementação?

A indicação da visco-suplementação varia de paciente para paciente e a composição do produto, pelo grau da lesão cartilaginosa. É importante que além dos exames de imagem, seja feito um teste biomecânico direcionado ao esporte para avaliar a função muscular afetada pela doença pré-existente. 

A visco-suplementação nunca deve ser instituída como terapia única e sim sempre associada a uma boa reabilitação, seguida de fortalecimento e reequilíbrio muscular. Pessoalmente, considero o procedimento como adjuvante à reabilitação tradicional e NUNCA como mono terapia.

Apesar de controverso, alguns médicos do esporte nos EUA, baseados no conceito de que "quem pratica mais esporte, degrada mais cartilagem" realizam o procedimento em atletas profissionais sem queixas no joelho, visando a possível prevenção da artrose.

É importantíssimo que o médico explique muito bem os efeitos desejados da infiltração, possíveis efeitos colaterais e que o paciente tenha sempre em mãos o nome do produto utilizado na infiltração. Infelizmente, é muito comum atender pessoas que não sabem que produto foi utilizado em seu joelho. 

Nos próximos anos, pesquisas futuras sobre os efeitos articulares deverão ser publicadas. Provavelmente, novos produtos deverão ser lançados no mercado, visando cada vez mais, benefícios biológicos e mecânicos à cartilagem, bloqueando a evolução da doença. 

REFERÊNCIAS
1. Wang CT, Lin YT, Chiang BL, Lin YH, Hou SM. High molecular weight hyaluronic acid down-regulates the gene expression of osteoarthritis-associated cytokines and enzymes in fibroblast-like synoviocytes from patients with early osteoarthritis. Osteoarthritis Cartilage. 2006;14(12):1237-47. 

2. Takeshita S, Mizuno S, Kikuchi T, Yamada H, Nakimi O, Kumagai K. The in vitro effect of hyaluronic acid on Il-1ß production in cultured rheumatoid synovial cells. Biomed Res. 1997;18(3):187-94. 

3. Peyron JG, Balazs EA. Preliminary clinical assessment of Na-hyaluronate injec- tion into human arthritic joints. Pathol Biol (Paris). 1974;22(8):731-6. 

4. Bagga H, Burkhardt D, Sambrook P, March L. Longterm effects of intraar- ticular hyaluronan on synovial fluid in osteoarthritis of the knee. J Rheumatol. 2006;33(5):946-50. 

5. Yasuda T. Hyaluronan inhibits prostaglandin E2 production via CD44 in U937 human macrophages. Tohoku J Exp Med. 2010;220(3):229-35. 

6. Sasaki A, Sasaki K, Konttinen YT, Santavirta S, Takahara M, Takei H, et al. Hyaluronate inhibits the interleukin-1beta-induced expression of matrix metal- loproteinase (MMP)-1 and MMP-3 in human synovial cells. Tohoku J Exp Med. 2004;204(2):99-107. 

7. Smith MM, Ghosh P. The synthesis of hyaluronic acid by human synovial fibroblasts is influenced by the nature of the hyaluronate in the extracellular environment. Rheumatol Int. 1987;7(3):113-22. 

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9. 1Gomis A, Miralles A, Schmidt RF, Belmonte C. Intra-articular injections of hy- aluronan solutions of different elastoviscosity reduce nociceptive nerve activity in a model of osteoarthritic knee joint of the guinea pig. Osteoarthritis Cartilage. 2009;17(6):798-804. 

10. Kato Y, Mukudai Y, Okimura A, Shimazu A, Nakamura S. Effects of hyaluronic acid on the release of cartilage matrix proteoglycan and fibronectin from the cell matrix layer of chondrocyte cultures: interactions between hyaluronic acid and chondroitin sulfate glycosaminoglycan. J Rheumatol Suppl. 1995;43:158-9. 


Cervicalgia pode ser sintoma da Artrose

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A coluna cervical é o segmento mais móvel de toda a coluna vertebral. A região é submetida a um grande número de agressões e pressões, a exemplo do peso da cabeça, esforços ao nível dos membros superiores, posturas de trabalho, esporte, sono e incidência do estresse.

A coluna cervical é subdividida em superior, sendo composta de atlas (C1) e axis (C2), e inferior que começa em C3 e termina em C7. A cervical superior tem uma mobilidade mais baixa comparada com a inferior, que possui larga amplitude de movimento. Essas diferenças geram desalinhamentos articulares e sobrecargas musculares, provocando alteração da biomecânica.

Os músculos do pescoço podem ser contraídos por a má postura, especialmente quando se trabalha no computador ou na mesa.  Muita gente tem os ombros levantados porque eles têm uma forte tensão muscular no músculo trapézio e no levantador da escápula.

A artrose é uma das causas mais comuns de dor cervical que afeta principalmente as pessoas com mais de 50 anos.

A artrose ou espondilose cervical é a degeneração das articulações da coluna vertebral e dos discos que se encontram entre as vértebras. É uma causa comum de dor cervical persistente.
Os idosos são os que mais sofrem por causa da idade.
Esse distúrbio é chamado de espondilose cervical.
No entanto, a maioria das pessoas com mais de 50 anos de idade tem um certo grau de degeneração da coluna vertebral (espondilose), mas não sentem dor cervical.
Os sintomas da artrose cervical são
  • Dor e rigidez pior na parte da manhã, depois de um esforço e quando o tempo muda
  • Rigidez
  • Limitação de movimento
  • Rangidos ao virar o pescoço.


O tratamento inclui a correção da postura e um programa de exercícios posturais.  A grande maioria dos episódios de dor cervical melhora com o tempo e pode ser tratada sem cirurgia.

A Fisioterapia na Cervicalgia torna-se uma grande aliada nesse tratamento, principalmente para a melhora da postura e diminuição do quadro álgico.

Paracetamol não funciona contra artrose, diz estudo

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Amplamente prescrito às pessoas que sofrem de artrose, o paracetamol não permite aliviar de maneira eficaz as dores ou melhorar as capacidades físicas – é o que diz um estudo publicado nesta sexta-feia pela revista médica The Lancet. O estudo conduzido sobre 22 tratamentos ao todo – diferentes doses de paracetamol e sete medicamentos anti-inflamatórios – mostrou que o paracetamol não apresentava "eficácia clinicamente significativa" mesmo que seja "um pouco melhor" do que um placebo.

A artrose é uma doença inflamatória que gera dores, inchaços, atrofias e uma perda do funcionamento das articulações. Ela atinge quase 10% dos homens e 18% das mulheres com mais de 60 anos. O medicamento que se mostrou mais eficaz contra as dores ligadas à artrose foi o anti-inflamatório diclofenaco a uma dose de 150mg/dia, à frente de outros anti-inflamatórios como o ibuprofeno, o naproxeno e o celecoxibe. 

Estes anti-inflamatórios não-esteróides (AINEs) não podem ser prescritos por longos períodos de tempo, já que possuem efeitos colaterais importantes - problemas digestivos, cutâneos ou cardíacos. 

– É por isso que o paracetamol normalmente é prescrito mais do que os anti-inflamatórios não-esteróides para gerar as dores a longo prazo, mesmo que nossos resultados sugiram que ele não é eficaz, não importando a dosagem, para aliviar a dor provocada pela artrose – aponta Sven Trelle, médico da universidade de Berna que dirigiu o estudo. 

O estudo consistiu em recuperar dados obtidos com 60.000 pacientes que participaram de testes clínicos cujos resultados foram publicados entre 1980 e 2015. Hoje, na maior parte dos países, as recomendações são prescrever inicialmente paracetamol aos pacientes que sofrem de artrose e, caso seja necessário, um anti-inflamatório não-esteróide. 

Num comentário anexado ao estudo, Nicholas Moore, do departamento de farmacologia da Universidade de Bordeaux, aponta que o "resultado não é completamente inesperado (...) a eficácia do paracetamol jamais foi estabelecida ou quantificada para as doenças crônicas e é provavelmente inferior ao que muitos imaginavam". 

– A única preocupação é uma sobredose – ressaltou.

O paracetamol é muito tóxico para o fígado em caso de sobredose, mas pode também excepcionalmente ter efeitos cutâneos ou hematológicos em doses mais fracas.

Artrose era doença mais comum do Império Romano, diz estudo

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Era a artrose que colocava "de joelhos" os moradores do Império Romano, curvando as costas e maltratando os antigos romanos com uma dor que ninguém conhece atualmente antes dos 30 anos. Isso é o que revelou um estudo com mais de dois mil esqueletos encontrados na Roma Antiga.

    A pesquisa, publicada em um livro chamado "Bones: Orthopaedic Pathologies in Roman Imperial Age", a maior do gênero sobre o tema, mostrou que as articulações dos cidadãos romanos sofriam muito com os trabalhos manuais realizados na época e que, para as dores geradas desse trabalho, não havia nenhuma prevenção ou cura.

    Caso houvesse uma fratura causada pela doença, ela era "consertada" sem nenhum tipo de cirurgia. O mais comum era a colocação dos doentes sobre uma tábua de madeira, onde ali permaneciam e aguardavam imóveis a diminuição das dores.

    "Algumas descobertas nos aparentaram ser tão particulares que não podíamos deixar de pressupor que eles tinham bons conhecimentos sobre as técnicas de cura óssea. Nos pareceu, então, importante procurar a colaboração com especialistas em medicina para entender e analisar a evolução dos conhecimentos médicos e ortopédicos da Roma imperial", disse o médico ortopedista, Andrea Piccioli, que liderou o estudo.

    Para chegar aos resultados finais, a equipe contou com a presença de dois ortopedistas, três antropólogos, dois radiologistas e duas historiadoras da medicina.

    O trabalho representa uma possibilidade sem precedentes na leitura científica por causa do alto número de sujeitos examinados - encontrados em necrópoles suburbanas da capital italiana -, analisados com exames fotográficos integrados com modernas técnicas de imagem como, por exemplo, a Tomografia Axial Computadorizada (TAC), capaz de avaliar lesões impossíveis de serem descobertas anteriormente.

    "Nós conseguimos obter uma fotografia de uma época longínqua, que nos mostrou histórias de homens e de doenças que nos surpreenderam e, às vezes, nos emocionaram. Eram mulheres e homens habituados a viver e trabalhar com doenças dolorosas e invalidantes. Hoje, é impossível apenas pensar em viver com esses sofrimentos físicos", conclui Piccioli. (ANSA)

Saiba mais sobre a Artrose no Cotovelo

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O cotovelo é uma articulação do tipo dobradiça, ou seja, que permite aos seres humanos abrir e fechar os braços. A articulação possibilita também que os braços façam movimentos de rotação para dentro e para fora. Os cotovelos são articulações fundamentais para a sobrevivência humana, porque permitem que as mãos peguem os alimentos e os levem à boca.

Nos cotovelos se unem três ossos: o úmero, no braço, que se liga ao ombro e ao antebraço; e o rádio e a ulna, no antebraço. É a ulna, que se liga ao braço. O rádio, por sua vez, se entrelaça na ulna para que todo o conjunto possa fazer os movimentos de rotação. Os  cotovelos são tanto áreas de passagem de nervos, músculos e tendões que se estendem ao longo dos braços, quanto neles se originam outros tendões que vão para os punhos e as mãos. Um emaranhado de ligamentos "amarra" o conjunto, protegendo-o e dando-lhe estabilidade. Mas os cotovelos, infelizmente, podem ter problemas e doenças. Os problemas mais frequentes na articulação são as lesões ligamentares, as luxações e as fraturas, que resultam sobretudo de quedas e acidentes. Já as doenças mais comuns, que se formam ao longo do tempo, são as epicondilites; a artrose; e a bursite olecraniana.

A artrose no cotovelo caracteriza-se pelo desgaste progressivo da cartilagem do cotovelo. Ocorre mais na mulher a partir dos 60 anos. As causas podem ser genético-hereditárias, lesões, fraturas antigas, entorses, traumas e estresse mecânico constante. Os sintomas são: dor, aumento do volume, crepitação e limitação dos movimentos. Com o avanço da doença, eles podem se manifestar até em repouso.